Se há algo que todo fã de games já testemunhou (e talvez até tenha
participado) são as eternas discussões sobre qual plataforma é melhor
para jogar. Enquanto os fãs dos consoles se matam para descobrir qual
video game é superior (como se isso importasse mais do que se divertir),
aqueles que jogam no PC brigam para provar que um computador pode ser
bem melhor que um console.
E enquanto os jogadores discutem, um assunto maior dá as caras nessas
discussões. Será que o futuro do PC como plataforma de jogos está com os
dias contados? Há quem diga que não irá demorar para assistirmos ao
declínio total dos PCs, destinados a perderem espaço para smartphones e
tablets.
Ao mesmo tempo, também há aqueles que defendem que os computadores irão
persistir como plataforma justamente porque o modelo atual de negócios
já começou a mudar (como basta olhar para o Steam para perceber).
O fim?O ataque dos piratas ao fragilizado PC
Enquanto no passado os PCs detinham uma grande fatia dos principais
jogos lançados no mercado, quem escolheu a plataforma atualmente sofre
para encontrar tantos títulos como os seus colegas dos consoles.

Não que não existam lançamentos de peso para os computadores, mas quem
joga apenas neles já se acostumou a ter que esperar meses a mais do que
os donos de um video game para poder aproveitar títulos como
Alan Wake, lançado para Windows quase dois anos depois de chegar ao Xbox 360.
Embora esse pode não ter sido o caso específico do sucesso da
Remedy,
muitas desenvolvedoras têm receio de investir pesado para desenvolver
ou portar um título para PC e ver o seu trabalho sendo distribuído
gratuitamente pela internet.
DRM, a proteção que não deu certo
Temendo o avanço da pirataria, muitas empresas decidiram adotar o
recurso da DRM (sigla em inglês para Manutenção de Direitos Autorais),
tecnologia feita para proteger softwares da falsificação.
Embora bem-intencionadas, algumas dessas medidas (como a de
Assassins Creed II,
a qual impede que o jogo rode quando o computador está desconectado da
internet) atrapalham os consumidores reais em vez dos piratas – capazes
de contornar o bloqueio.

Assim, enquanto antigamente jogos para PC já eram evitados por muita
gente por conta de dores de cabeça na hora da instalação, os problemas
com DRM fizeram mais pessoas desistirem da plataforma.
RenascimentoO PC como uma plataforma de próxima geração
Apesar de todos os seus problemas, é no PC que os jogadores conseguem
encontrar alguns dos recursos gráficos mais avançados. Lançamentos
multiplataforma como
Battlefield 3, da
DICE, e
The Elder Scrolls V: Skyrim, da
Bethesda, são uma amostra do poderio dos computadores.

Claro que não é todo mundo que pode equipar a sua máquina com uma placa
de vídeo de ponta, mas a chegada de jogos como os citados tem um efeito
crescente no mercado. Afinal, graças a eles muitas pessoas decidem
realizar um upgrade apenas para jogá-los.
Desse modo, as desenvolvedoras podem passar a investir na criação de
games igualmente impressionantes sem medo de vender pouco por falta de
público. E assim, os donos de um PC podem conferir gráficos de última
geração antes do anúncio de um PlayStation 4, por exemplo.
A criatividade independente
Ao mesmo tempo em que os computadores oferecem recursos de última
geração, eles também recebem cada vez mais títulos bastante divertidos e
que não exigem uma máquina muito poderosa para rodar graças às
produtoras independentes.
Sem as amarras e os prazos de uma distribuidora, desenvolvedoras
pequenas podem exercer toda a sua criatividade em seus projetos. No
entanto, graças a sua participação no mercado, o PC geralmente é
escolhido para receber as apostas dos
indies (afinal, cada pessoa que tem um computador em casa é um consumidor em potencial).

Para chegar a esse público, serviços como o Steam e o Humble Bundle têm se mostrado um grande sucesso, levando games como
The Binding of Isaac e
Super Meat Boy
a milhares de pessoas. Assim os desenvolvedores ganham reconhecimento
(e dinheiro, é claro), enquanto a biblioteca de bons títulos para PC
aumenta.
Desse modo, enquanto jogar no computador hoje é certamente diferente do
passado, isso não significa necessariamente que hoje estamos melhores
ou piores do que antes, apenas diferentes. Resta saber apenas se as
mudanças enfrentadas hoje passarão a beneficiar mais o consumidor ou
não.
Se o sonho de todo jogador de games de luta é ver o encontro dos heróis de suas franquias favoritas, a
Capcom
sabe disso e faz questão de realizar essa vontade com maestria. Basta
olhar o histórico de crossovers desenvolvidos pela empresa para perceber
isso.
Depois de cair na porrada com os heróis da
Marvel, com os personagens da
Tatsunoko e até mesmo com os lutadores da
SNK, chegou a hora de Ryu, Ken e companhia enfrentaram nada menos do que a principal franquia de luta da
Namco. Mais do que um encontro de duas das principais séries do gênero,
Street Fighter X Tekken é tudo aquilo que os fãs queriam em um crossover.
Aprovado
Combos e mais combos
Logo de início, você vai perceber que o grande segredo do game são seus
combos. Enquanto Street Fighter é conhecido por Hadokens e Shoryukens, e
Tekken é famoso pelas poderosas sequências de golpes, o encontro das
duas franquias atinja o meio-termo perfeito e traz lutas que unem as
melhores características de cada lado, criando um sistema dinâmico e com
lutas que fluem com muito mais facilidade.

Isso faz com que a jogabilidade de Street Fighter X Tekken seja, ao
mesmo tempo, semelhante à dos jogos de origem e completamente diferente
ao apresentar elementos próprios e que obrigarão o gamer a reaprender a
jogar. É por isso que o tutorial presente na primeira vez que você
começa o jogo é tão importante, pois é nele que você conhece as
novidades e aprende a dominar as particularidades do crossover.
São esses elementos inéditos que fazem toda a diferença no combate e transformam o título em muito mais do que um
Street Fighter IV
com novos personagens. Apesar de ser possível usar os mesmos movimentos
existentes em cada franquia, é nos novos movimentos que está o segredo
para a vitória. Combinar poderes de diferentes lutadores em um único
golpe amplia as possibilidades de combos e faz com que o ritmo da luta
fique muito mais ágil — embora não tão frenético como em
Marvel vs. Capcom.
Grandes parceiros
O sistema de duplas é outra grande adição de Street Fighter X Tekken.
Apesar de esse recurso já estar disponível em outros crossovers, aqui
ele serve tanto como força de combate extra como elemento estratégico.
O primeiro ponto é o mais óbvio e funciona de modo semelhante a outros
jogos que trazem a mesma função. Poder trocar de lugar com seu parceiro
pode ser usado tanto para aproveitar a força do segundo lutador quanto
para dar continuidade a um combo.

A diferença, contudo, é na forma com que isso é feito. Existem diversas
formas de substituir o personagem e isso vai influenciar diretamente na
sua tática de combate. Você pode tanto fazer a mudança normalmente
quanto realizar a troca em meio a uma sequência de golpes, ampliando o
dano.
Mas o grande ponto está exatamente nas habilidades conjuntas. Ao
realizar o chamado Cross Art, você e seu companheiro dão início a um
golpe combinado de alto poder destrutivo que pode definir lutas em
poucos movimentos. Já o Cross Assault é ainda mais agressivo e coloca
sua dupla para atacar o adversário ao mesmo tempo.

O sistema de dois personagens fica ainda mais divertido no modo
multiplayer. Com a possibilidade de unir quatro jogadores para controlar
cada um dos combatentes, a bagunça é praticamente certa —
principalmente na modalidade em que todos permanecem na tela
simultaneamente.
Outro ponto é o fato de não existir substituição de personagem quando o
outro é derrotado. Quando isso acontece, o round simplesmente termina, o
que obriga o jogador a ficar atento à barra de energia para evitar
surpresas desagradáveis. Em último caso, é possível sacrificar um deles
para ativar o Pandora Mode, o que deixa o guerreiro muito mais poderoso,
mas com apenas 10 segundos vida.
As gemas do poder
Um dos maiores medos dos fãs em relação a Street Fighter X Tekken era
exatamente o quanto as gemas poderiam interferir na jogabilidade.
Adicionando habilidades e vantagens especiais no meio da luta, o temor
era que isso desequilibrasse o combate e deixasse alguns personagens
muito mais poderosos do que os outros. Por sorte, isso não acontece.
É claro que dominar essa nova mecânica faz toda a diferença,
principalmente em competições. Divididas em Boost e Assist, elas podem,
respectivamente, potencializar alguma característica de seu lutador —
como ataque ou velocidade, por exemplo — ou adicionar uma vantagem.
Contudo, é preciso estudar muito bem o funcionamento de cada pedra para
conhecer quais os custos e as formas de ativar seus poderes.
A personalização das gemas é bem simples e você pode equipar até três
itens em cada personagem. Por outro lado, quem não tem paciência para
desenvolver estratégias com base nesse diferencial não se sentirá
prejudicado por deixar esse recurso de lado — embora fique em grande
desvantagem contra alguém que saiba usar.
Reprovado
Cadê o multiplayer à altura?
Se Street Fighter X Tekken consegue criar uma experiência única aos fãs
de games de luta, é inegável a decepção que temos ao tentarmos acessar o
modo online. Apesar de manter a mesma estrutura existente em Super
Street Fighter IV, os servidores são muito instáveis e é praticamente
impossível não se irritar com as constantes travadas.

Esse problema vai além da velocidade de conexão e, por mais rápida que
sua internet seja, a lentidão vai aparecer. Em um jogo em que o ritmo e a
precisão dos comandos é tão importante, um serviço oscilante pode ser
altamente prejudicial. Isso sem falar no fato de a trilha sonora e dos
efeitos sonoros simplesmente desaparecerem de repente.
Vale a pena?
Como era de se esperar, um dos crossovers mais esperados da geração não
é nada menos do que compra obrigatória para todo fã de games de luta. A
Capcom se superou novamente e fez com que Street Fighter X Tekken fosse
exatamente aquilo que os apaixonados pelas duas franquias esperavam.

Unindo elementos já conhecidos com elementos completamente inéditos, o
título traz uma jogabilidade única, empolgante e extremamente viciante.
Seja sozinho ou com amigos, colocar Ryu, Ken, Kazuya e Jin frente a
frente é uma das experiências mais divertidas deste ano e que certamente
será lembrada por um bom tempo como um dos melhores jogos de luta da
geração.
Agora só falta a Capcom ouvir nossos apelos e criar um Street Fighter X Mortal Kombat.
Assassin's Creed 3, ao contrário dos títulos anuais anteriores, terá proporções épicas. Não se trata de mais do mesmo, garante a Ubisoft. E nós, fãs da franquia, ficamos animados com esta proposta, pois ela já começava a saturar pela repetitividade.
A revista Game Informer obteve os primeiros detalhes do game — uma avalanche de informações — e você confere todas elas a seguir. Portanto, prepare um bom café para desfrutá-las, pois o novo título está muito mais parecido com Red Dead Remption do que você poderia imaginar.
Só para começar, haverá batalhas com milhares de pessoas na tela. Já está arrepiado?
O herói mestiço
A história da Revolução Americana, que acabou na indepedência dos Estados Unidos da América perante os colonizadores ingleses, está totalmente errada como conhecemos. Vários segredos permanecem ocultos, mas agora eles serão revelados...
O filho mestiço de um pai inglês e uma mãe americana será o protagonista e contará como a linhagem de Ezio chegou à América do Norte, fazendo a conexão que faltava para explicar porque Desmond (o personagem dos tempos contemporâneos) está em Nova Iorque.
Em Assassin's Creed 3, Connor/Ratohnhake (pronuncia-se Ra-dum-ha-gay-du) é o novo personagem jogável, e você iniciará a jornada desde a sua infância na fronteira americana, enquanto ele cresce em uma tribo de nativos do continente. De acordo com a revista, Connor dedica sua vida contra a tirania e os templários, revoltando-se quando colonialistas atacam e queima a vila do seu povo.
A história se passará nos arredores de Nova Iorque e Boston, entre os anos 1753 e 1783, enquanto Desmond prosseguirá sua caçadas atrás dos Piece of Eden no presente, após os acontecimentos de Revelations. Desta vez, a narrativa será centrada entre os assassinos versus templários, assim como a jornada de Connor.
Para tanto, a Ubisoft está tentando ser bem precisa em relação aos fatos reais, consultando textos históricos fidedignos e até utilizando atores nativo-americanos na captura corporal. Além disso, a empresa afirma que nem todos colonialistas ingleses serão opressores ou malvados, já que um dos principais objetivos da narrativa é mostrar os pontos de vista de ambos os lados: assassinos e templários.
Isso quer dizer que há uma linha cinza de moralidade, mostrando que os templários realmente acreditam estar salvando o mundo com suas atitudes. Ícones históricos como George Washington, Benjamin Franklin e Charles Lee também estão confirmadíssimos.
George Washington será um dos principais relacionamentos de Connor. Por sua vez, Benjamin Franklin não será um inventor tão conveniente como Da Vinci. Já a participação de Charles Lee na trama ainda permanece um mistério.
Maior e com variações climáticas
As cidades e percursos de Assassin's Creed 3 ganharão muito mais detalhes sutis em termos de ambientação de época do que qualquer jogo da franquia já trouxe. Vários tipos de terreno estarão presentes, sendo o principal um deserto denominado como "A Fronteira".
O mapa de "A Fronteira" é 1,5 vezes maior que todo o mapa de
Brotherhood, garantem os desenvolvedores. E ele não é "vazio" como os desertos de Assassin's Creed 1, pois um terço de todas as missões e conteúdo jogável passarão neste ambiente.
Mais interessante ainda, o mundo de AC3 vai mudar de acordo com o passar do tempo. Isso quer dizer que no inverno os soldados vão se mover mais devagar e até mesmo tropeçar na neve. Rios e lagos congelados estarão a favor do personagem como vantagem extra, já que ele pode subir em árvores e atacar com mais eficiência. Na medida em que os anos passam, um campo onde uma batalha importante aconteceu poderá estar completamente diferente depois.
"Não vamos ter a presença apenas de edifícios históricos agora, vão existir também eventos históricos", diz a produtora. Sendo assim, "Você vivenciará o Grande Incêndio de Nova Iorque. Visitará o Valley Forge como um local ocupado pelas forças de Washington. Viajará por estes lugares no momento em que de fato eles foram importantes e, espera-se, entender porque nós sabemos onde estão hoje. Esse é o objetivo^.
Para garantir toda essa imersão sem que os jogadores fiquem penando por caminhos longos, os desenvolvedores garantem que as viagens serão bem rápidas.
Aventura cinematográfica
Um roteiro de importância colossal necessita novidades de peso do lado técnico. E desta vez não será diferente. Uma nova engine, provavelmente Anvil 2.0 ou algo parecido, foi desenvolvida com o propósito de capacitar milhares de homens no campo de batalha, ao contrário das centenas que apareciam nos jogos anteriores.
Um novo sistema de animação, totalmente remodelado em relação aos títulos anteriores, já está pronto. Com isso, as animações faciais devem ganhar muito mais detalhes. Os editores da Game Informer disseram estar impressionados com elas. As screenshots do jogo liberadas até o momento não deixam eles mentir.
Connor possui milhares de animações originais para as cenas de combate ficarem menos repetidas. Segundo a desenvolvedora, existem por volta de 2,5 horas de cenas para o personagem que foram completamente gravadas baseadas em atores. Definitivamente uma abordagem mais próxima de Uncharted, da Naughty Dog, cujo resultado final são cenas muito semelhantes aos dos melhores filmes hollywoodianos.
Vale ressaltar ainda o novo sistema de câmera, que agora está mais dinâmico e automatizando, rastreando a ação para que os jogadores sintam-se como espectadores.
Atacar é a melhor defesa
Tudo muito legal até agora, não é verdade? Entretanto queremos mais informações sobre o combate, já que este é um fator primordial na série. Felizmente, muitas coisas boas vão mudar por aqui.
Além de milhares de animações, o jogo suporta milhares de inimigos na tela. O combate agora foca o ataque e é baseado na velocidade, o que acarreta em escolher o momento certo para efetuar suas ações.
Connor é o coração de grande parte das batalhas e sempre entrará em combate com duas armas: um tomahawk e uma faca. Para o fim do temor dos fãs, a hidden blade (espada escondida nos punhos) ainda estará presente no traje do assassino. O jogo utiliza os mesmos controles dentro e fora das lutas. O botão para defesa e contra-ataque é o mesmo para evitar estratégias muito defensivas.
Falando nisso, as armas agora permitem que você acerte mais alvos durante o combate, realizando quedas de muitos inimigos simultaneamente para aumentar ainda mais a chacina. Utilizar reféns como escudo e outros movimentos sensíveis ao contexto das brigas é garantia certa.
Vários ataques secundários — como tiros de pistola por meio do botão Y — vão rechear seu inventário de possibilidades para detonar os adversários. Os desenvolvedores querem que o jogador se mova constantemente no modo de batalha e tenha mais controle sobre a situação. Assim, o sistema de travamento de mira também mudou: agora ele detecta alvos automaticamente.
Diferente de tudo que você já viu em Assassin's Creed
Não é apenas o combate que vai receber inovações, novos elementos de jogabilidade podem marcar AC3 como um dos melhores jogos desta geração. Para começar, a Ubisoft entendeu que o estilo Tower Defense (em que você tinha que defender seus esconderijos) de Revelations foi um fracasso e retirou ele por completo.
Copiando um pouco a fórmula de
Red Dead Redemption, você agora poderá caçar animais para obter novos recursos. O melhor de tudo é que a forma como desferir golpes neles afetará as recompensas. Logo, matar um urso com um único golpe será muito mais valioso que esfaqueá-lo muitas vezes.
Além da missão principal, durante a jornada de Connor, vários tipos de clubes e grupos podem querer se juntar a ele ou convidá-lo para ser um integrante, dando-lhe missões secundárias. É o caso da sociedade de caça, que convidará o jogador que matar muitos bichanos. Também haverá uma economia de itens e um novo sistema de propriedades.
No entanto, a característica de jogabilidade mais promissora é a adição de mais níveis transversais de plataforma. Pular e escalar árvores ou penhascos de montanhas para realizar acrobacias de combate vão trazer muito mais versatilidade ao protagonista. Será possível pular sobre vagões ou deslizar em obstáculos, incluindo andar sobre e ao redor de objetos em movimento.
Os movimentos de corrida livre serão mais fluidas e próximas do chão, exigindo que você pule através de janelas para árvores e, em seguida, em cima de telhados de uma igreja. Tudo mais rápido para você matar pessoas enquanto se move para perseguir um alvo, sem muitas animações intermediárias para interromper a jogatina.
Parece muito? Pois saiba que o traje do assassino sofrerá atualizações ao longo da história, dando uma sensação mais autêntica à roupa de Connor. Um novo sistema de notoriedade foi incorporado para não penalizar o jogador que gosta de explorar áreas de risco e estão previstos vários quebra-cabeças parecidos com Tetris (mas em primeira pessoa). Enfim, uma evolução dos puzzles de Desmond em Revelations.
Um novo banco de dados denominado Animus 3.0 também estará presente. O sistema de sincronização completa retornou com algumas melhorias: as missões possuem checkpoints e vão premiar aqueles que concluírem as tarefas 100%. "Imagine um sistema de nível em um RPG, exceto que há uma quantidade finita de XP para ser conquistado.", dizem os desenvolvedores.
O jogador poderá fazer um replay de toda missão para aumentar seu escore, aumentando a longevidade do game, como em Brotherhood.
Hype
Assassin's Creed 3 é o título da série com ciclo de desenvolvimento mais longo desde o primeiro jogo, além de usar o dobro de capacidade produtiva em termos de horas trabalhadas. Conta ainda com um orçamento superior ao do último Assassin's Creed Revelation.
O intuito da Ubisoft é que você tenha a sensação de jogar um Assassin's Creed 3.5, ou seja, acima de qualquer expectativa. O game terá sua versão completa finalizada dentro das próximas semanas, o que significa que os programadores e designers trabalharão agora em refinamentos até a data de lançamento, marcada para 30 de outubro de 2012.
Assassin's Creed 3 está confirmado até o momento para PC, Xbox 360 e PS3.
O Batman é um dos personagens mais famosos da DC Comics, tanto que ele
mantém as vendas de HQs da editora nas alturas. Até agora tínhamos visto
jogos, filmes, brinquedos e outras tantas coisas que traziam o
Homem-Morcego, porém, ninguém imaginava que a
Warner teria a ousadia de lançar um game baseado em Gotham City.
Acontece que ela provou que o Batman não se trata apenas de um
personagem, mas de um herói que traz consigo um universo capaz de se
sustentar. Gotham City Impostors é um título curioso que traz pessoas
comuns nos papéis de heróis e vilões. Diferente de outros games do
Homem-Morcego, aqui a ideia é encarar um FPS muito divertido.
No vídeo de introdução fica claro que o jogo parte de uma premissa bem
básica, mas que deixa espaço para desenvolver a ideia dos tiroteios em
Gotham. O herói da cidade sumiu, isso despertou a sede de justiça e a
enorme vontade de espalhar o caos em alguns cidadãos. Mas será que um
jogo sem Batman e Coringa consegue ter sucesso?
Aprovado
O charme de Gotham
Por se tratar de um game na cidade do Batman, a desenvolvedora
Monolith
parece ter caprichado naquilo que mais lembra o herói. Todos os
ambientes foram preparados para dar uma sensação de que o jogador está
numa cidade muito parecida com a que vemos nas histórias em quadrinhos e
nos jogos mais recentes do Morcego.
Há cenários com um visual ao estilo Coringa e outros que são a cara da
escuridão representada pelo Batman. As fases contam com diversos
esconderijos e passagens secretas, mas ao mesmo tempo oferecem ambientes
amplos para que uma enormidade de jogadores possa participar do
tiroteio.
A qualidade gráfica do jogo é muito boa, tanto nos cenários quanto nos
personagens. Efeitos de luz, sombras e texturas são bem aplicadas. As
cenas de introdução são bonitas e vemos no restante do jogo um visual
parecido. Claro, como em qualquer game, aqui também vemos alguns
defeitos, é o caso de algumas texturas e do efeito da água que não
agradam tanto.
Por que tão sério?
Apesar de ser um jogo de tiro, Gotham City Impostors aposta em recursos
cômicos. Os personagens são muito caricatos e garantem a risada com
suas roupas improvisadas. Conforme você vai progredindo de nível, novos
itens são liberados, incluindo cartas para você entregar aos adversários
que você aniquilar.

Além desse recurso, ao personalizar seu herói (ou vilão) você pode
selecionar o tipo de voz que será utilizado quando você matar os
inimigos. É possível definir uma voz mais aguda, bem parecida com a do
Coringa, ou usar um som mais grave, caso sua ideia seja intimidar e
mostrar que você é um justiceiro como o Batman.
Inovador em certos sentidos
A verdade é uma só: você pode ser um Batman ou um Coringa da vida real.
Assim como o herói de Gotham, seu personagem pode usar um gancho para
grudar nas paredes e se locomover rapidamente pelos cenários. Caso a
ideia seja voar, é possível usar sua capa (em conjunto com as saídas de
vento que ficam no chão) para ir de um lado ao outro do cenário.
Gotham City Impostors também inova com os modos de jogatina. O clássico
deathmatch está presente, sendo que você pode participar do time do bem
ou do mal. Também há alguns tipos de partidas diferenciados, como o
Fumigation e o Psych Warfare.
No primeiro, você deve capturar dispositivos que liberam gás para
acabar com os adversários. Há três máquinas em cada cenário, o time que
detiver posse de duas, ganha a partida e aniquila os adversários com uma
toxina. Para ser sincero, esse é o modo de jogo mais divertido,
justamente porque o resultado pode mudar nos últimos segundos da
partida.
O segundo tipo de partida é bem diferente, no qual você deve proteger
uma bateria e evitar que o inimigo leve-a para sua base. O time que
conseguir ser mais eficiente na defesa ganha e evita uma humilhação
pública. Independente da missão, em qualquer partida você tem um
objetivo principal: metralhar o máximo de adversários e garantir maior
pontuação para seu personagem e para seu time.
Reprovado
Barulhos chatos
A trilha sonora do jogo é muito boa e, aliás, é um aspecto que merece
aplausos pela excelente combinação entre músicas sombrias e canções mais
alegres — uma mistura perfeita de Batman com Coringa. Contudo, em
nossos testes presenciamos diversos problemas com vozes do além que
ficavam atrapalhando os efeitos sonoros.

Não estamos falando de uma ou outra vez, mas de diversas situações em
que os microfones dos colegas de equipe estavam ligados e incomodavam a
jogatina. Mesmo desativando o volume de microfone, não tivemos qualquer
resultado positivo para contornar o problema. Claro, pode ser que o
problema seja temporário e com uma correção futura ele seja corrigido.
Haja controle de tudo
Enquanto Gotham City Impostors agrada com diversas novidades, ele deixa
a desejar no excesso de comandos. O game permite aliar o uso do gancho
com a mira das armas. Isso deveria ser um aspecto positivo, porém, é
quase impossível competir com alguns jogadores mais experientes que já
dominam a arte do jogo.
Felizmente, o game traz um tutorial e diversas missões individuais para
que o jogador possa treinar bem o uso dos recursos. Apesar de úteis, os
desafios no modo singleplayer concedem poucos pontos, obrigando o
jogador a sofrer muitas mortes nas partidas online para conseguir
evoluir.

Falando em evolução, devemos salientar que existe um longo tempo entre
você começar a brincadeira e conseguir liberar novos itens para equipar
suas armas. Quando você estiver perto do nível 10, quem sabe uma ou
outra arma nova seja liberada. Até lá, você deve se contentar com uma
metralhadora e um lança-míssil.
Vale a pena?
A começar pela proposta inovadora, passando pela ideia de usar um tema
muito famoso e terminar pela extrema diversão oferecida, Gotham City
Impostors é um jogo que vale a pena ser adquirido. Os gráficos estão
bonitos, a trilha está de acordo com a cidade e a jogabilidade funciona
muito bem.
Você pode pensar que não ter os personagens Batman e Coringa é uma
característica inaceitável, mas, na verdade, esse é um dos pontos altos
do jogo, que consegue fugir da mesmice e oferecer a oportunidade para
que todos sejam Batmans e Coringas com armas violentas e roupas muito
engraçadas.

Se você não está convencido da qualidade do jogo, vale lembrar que ele
está vendendo muito bem e acaba de receber uma DLC gratuita — que já
está disponível para download e fez parte de nossa análise. Durante
nossos testes, não tivemos problemas com falta de jogadores, lags ou
outros inconvenientes que atrapalhassem a jogatina.